Colaboradores

 

 "Na Cachapuz sempre se trabalhou muito e bem. A partir de 1950, o mercado já era todo nosso. Produzíamos básculas para os caminhos-de-ferro, para a Polícia de Trânsito, e para todas as grandes empresas nacionais. Chegamos a fazer 60 básculas por ano, e tudo mecânico! Nos anos 60 tínhamos muitas relações comerciais em África, especialmente em Moçambique e na Tunísia. Recordo uma encomenda imensa que tivemos, já depois do 25 de abril, para Cuba! Foram 30 básculas de 6 metros para pesar a produção de cana de açúcar, 2 básculas de 20x3,5 para a Alfândega de Havana e mais 4, de 18 metros ..."

Joaquim Ferreira, ex-encarregado de produção.


"Entrei na Cachapuz em 1947: Quando saí, faltavam 2 meses para completar 50 anos de serviço nesta casa. É meio século de vida... Para além de mim, ainda trabalharam (e trabalham) cá cinco filhos. Esta empresa é como uma família. Mas no nosso tempo trabalhava-se muito e todos fazíamos de tudo: soldávamos, cortávamos ferro. Quando viajávamos (para montar básculas) chegávamos a estar mais de um mês fora de casa, como quando viajámos para os Açores"

José Agostinho, ex-montador.


"Entrei por cinco vezes na Cachapuz, estive emigrado, passei por várias empresas da concorrência. O que diferencia a Cachapuz é que... ela é a ‘mãe', ou seja, é a pioneira e as restantes eram seguidoras das suas ideias. Por exemplo, as CPFs (Balanças antifraude, produzidas nos anos 70), projetámo-las e só nós é que as fabricávamos!"

António Miranda, ex-técnico de produção.


"A Cachapuz tinha o monopólio de tudo. Cheguei a ir para fora: a Moçambique, duas ou 3 vezes e Angola, já depois de eu ter lá estado, na tropa. Na Tunísia enfrentamos dificuldades, pelas diferenças culturais, mas como portugueses que somos, adaptamo-nos e isso nunca beliscou os contactos comerciais, pelo contrário! Deixei a Cachapuz nem sequer há um ano. Foi a melhor coisa que tive na vida, estes 48 anos de casa. Não tenho nenhuma má recordação".

Joaquim Silva, ex-montador.